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Calculadora de estimativa solar

Calculadora gratuita de estimativa fotovoltaica para o Brasil. Potência, geração anual, custo bruto e líquido, economia ano 1, payback simples e economia acumulada em 25 anos. Dados 2026 ANEEL, ABSOLAR, INPE-CRESESB.

Calculadora de estimativa solar

Potência do sistema
1,93 kW
Geração anual
2.640 kWh
Custo bruto
R$ 7.727
Custo líquido após desconto
R$ 7.727
Economia ano 1
R$ 2.508
Tempo de retorno simples
3y 1m
Economia total em 25 anos
R$ 127.756
Projeto sólido — siga em frente

Como usar a calculadora

A estimativa transforma um único número — seu consumo mensal em kWh — em uma visão completa do projeto: potência em kWp, geração anual em kWh, custo bruto e líquido em R$, economia do primeiro ano, payback simples e economia acumulada em 25 anos com reajuste tarifário. Use antes de pagar uma visita técnica de integrador.

Entradas:

  1. Consumo mensal (kWh) — média dos últimos 12 meses. ANEEL 2024: residencial básico 162 kWh/mês, classe média 350-650 kWh, casas com ar-condicionado central e piscina 800-1 500 kWh, residências com carro elétrico +200-400 kWh.
  2. Cobertura desejada (%) — 100% para zerar a fatura líquida (mantém apenas o custo de disponibilidade R$ 30-100/mês). Sob a Lei 14.300 + REN 1.059, todos os kWh injetados na rede sofrem cobrança de Fio B 60% em 2026, então alta autoconsumo (com bateria ou consumo diurno) preserva mais da economia.
  3. Horas de sol pleno/dia — Atlas INPE-CRESESB médias anuais: Fortaleza 5,8; Teresina 5,7; Petrolina 5,6; Salvador 5,5; Brasília 5,5; Goiânia 5,4; Belo Horizonte 5,3; Cuiabá 5,2; Manaus 4,8; São Paulo 4,7; Curitiba 4,6; Florianópolis 4,5; Porto Alegre 4,4.
  4. Custo instalado por watt — preço turnkey de integrador associado à ABSOLAR. Mediana 2026: R$ 4,00/W em sistemas 4-10 kWp, R$ 3,80/W em 10-30 kWp. Abaixo de R$ 3,50/W normalmente indica módulos Tier-2 ou inversor sem assistência local.
  5. Incentivo / desconto (%) — geralmente 0%. Algumas distribuidoras (Coelba, Equatorial) oferecem condições especiais para classe baixa renda; PROCEL aplicabilidade limitada.
  6. Tarifa de energia (R$/kWh) — o valor total da fatura dividido pelo consumo. Médias 2026: CPFL R$ 1,02; Enel SP R$ 0,98; Light RJ R$ 1,12; Cemig R$ 0,95; Coelba R$ 0,96; Copel R$ 0,87; Celesc R$ 0,89; Eletrobras Amazonas R$ 1,15.
  7. Reajuste anual da tarifa (%) — histórico ANEEL 2010-2024 média nominal 7-9%/ano com volatilidade da bandeira. 6% é uma projeção conservadora alinhada com IPCA + repasse de custos.

Como funciona o cálculo

consumo_alvo_anual_kWh = consumo_mensal × 12 × (cobertura% / 100)
potencia_kWp           = consumo_alvo_anual / (HSP × 365 × 0,78)
geracao_anual_kWh      = potencia_kWp × HSP × 365 × 0,78
custo_bruto            = potencia_kWp × 1000 × R$/W
custo_liquido          = custo_bruto × (1 - desconto% / 100)
economia_ano_1         = geracao_anual × tarifa
payback_simples        = custo_liquido / economia_ano_1
economia_25_anos       = soma anos 0-24 de (geracao × (1-0,005)^n × tarifa × (1+reajuste%)^n)

O fator 0,78 segue ABNT NBR 16690 e padrões INPE — perdas no inversor (3%), cabos (2-3%), sujeira (4-5%) e temperatura (5-7% no clima brasileiro).

Exemplo São Paulo, 400 kWh/mês a R$ 0,98/kWh:

  • Alvo anual: 4 800 kWh
  • Potência: 4 800 / (4,7 × 365 × 0,78) = 3,59 kWp
  • Geração anual: 3,59 × 4,7 × 365 × 0,78 = 4 800 kWh
  • Custo bruto a R$ 4,00/W: 3 590 × R$ 4,00 = R$ 14 360
  • Economia ano 1: 4 800 × R$ 0,98 = R$ 4 704
  • Payback simples: R$ 14 360 / R$ 4 704 = 3,1 anos
  • Economia 25 anos (6% reajuste): ~R$ 318 000

(Nota: com Fio B 60% sobre 30% de injeção, economia real ano 1 = R$ 4 704 × (1 - 0,30 × 0,60 × 0,30) ≈ R$ 4 450, payback 3,2 anos.)

Payback por região (2026)

ABSOLAR + Portal Solar + tarifas ANEEL Q1 2026:

Região / capitalHSP/diaR$/W típicoTarifa R$/kWhPayback típico
Fortaleza5,8R$ 3,90R$ 0,983-4 anos
Recife5,5R$ 3,95R$ 0,953-4 anos
Salvador5,5R$ 3,90R$ 0,963-5 anos
Brasília5,5R$ 4,00R$ 0,934-5 anos
Belo Horizonte5,3R$ 4,00R$ 0,954-5 anos
Goiânia5,4R$ 4,00R$ 0,934-5 anos
São Paulo4,7R$ 4,05R$ 0,984-6 anos
Rio de Janeiro4,9R$ 4,10R$ 1,123-5 anos
Curitiba4,6R$ 4,05R$ 0,875-7 anos
Florianópolis4,5R$ 4,05R$ 0,895-7 anos
Manaus4,8R$ 4,30R$ 1,154-5 anos
Porto Alegre4,4R$ 4,00R$ 0,905-7 anos

Fontes: ABSOLAR Infográfico Q1 2026, Portal Solar Pesquisa de Preços H2 2025, Atlas INPE-CRESESB SunData v3.

O que melhora ou piora o retorno

  • Telhado orientação Norte (Hemisfério Sul): máxima geração, base do cálculo
  • Telhado Leste-Oeste: -8 a -12%, mas perfil melhor para autoconsumo
  • Telhado Sul: -25 a -35%, raramente vale a pena
  • Sombreamento 2+ horas/dia: -10 a -25%, microinversores Hoymiles ou otimizadores Tigo recuperam 6-8%
  • Bateria 5-10 kWh + sistema híbrido: autoconsumo de 25-35% para 65-80%, reduzindo Fio B aplicado
  • Cidade com tarifa elevada (Rio, Manaus): payback 1-2 anos mais rápido que tarifas médias

Combine com a calculadora de custo, a calculadora de payback e a calculadora de ROI

A estimativa dá os números principais; a calculadora de custo detalha o R$/W e itens adicionais (padrão, disjuntor, troca de medidor); a de payback separa retorno simples do descontado; a de ROI apresenta o projeto como TIR comparável ao Tesouro Selic ou CDB DI.

Fontes

Perguntas frequentes

Qual a precisão desta calculadora de estimativa solar?
Dentro de ±10% do orçamento de um integrador associado à ABSOLAR para residência típica brasileira. O modelo usa o Atlas Solarimétrico INPE-CRESESB para horas de sol pleno (HSP), o preço mediano residencial 2026 ABSOLAR/Portal Solar de R$ 4,00/W instalado, degradação Tier-1 de 0,5%/ano (IEC 61215), e reajuste tarifário anual de 6% conforme histórico ANEEL 2010-2024. Variações reais ±15-20% pela orientação do telhado e bandeira tarifária.
A Lei 14.300 (Marco Legal da GD) afeta a economia?
Sim — a Lei 14.300/2022 introduziu a cobrança progressiva do Fio B sobre a energia injetada na rede para sistemas conectados após 7 de janeiro de 2023. Em 2026 o Fio B aplicável é 60% (REN 1.059/2023 cronograma: 2024 = 30%, 2025 = 45%, 2026 = 60%, 2027 = 75%, 2028 = 90%, 2029+ = 100%). Para um sistema típico que injeta 30% da geração na rede, isso reduz a economia anual em cerca de 8-12% em relação ao modelo pré-2023. Sistemas com alta autoconsumo (com bateria ou consumo diurno) sofrem menos.
Quais entradas preciso?
Sete valores: (1) consumo mensal em kWh — média ANEEL 2024 = 162 kWh para residencial básico, 350-650 kWh para classe média urbana, 800-1500 kWh para casas de classe alta com ar-condicionado central; (2) cobertura desejada 100% para zerar a fatura; (3) horas de sol pleno INPE-CRESESB (Fortaleza 5,8; Salvador 5,5; Brasília 5,5; São Paulo 4,7; Florianópolis 4,5; Manaus 4,8); (4) custo R$/W = R$ 4,00 padrão; (5) incentivo geralmente 0%; (6) tarifa em R$/kWh sem ICMS adicional já incluído na conta; (7) reajuste 6% ao ano.
Como considerar a bandeira tarifária e o ICMS?
A bandeira tarifária ANEEL é mensal (verde 0, amarela ~R$ 0,019/kWh, vermelha 1 ~R$ 0,045/kWh, vermelha 2 ~R$ 0,078/kWh, escassez ~R$ 0,143/kWh) — em 2024 a bandeira média ponderada foi de R$ 0,028/kWh. O ICMS varia por estado (17-25%, exceto MG/SP/RS/GO com isenção parcial sobre energia injetada conforme Convênio CONFAZ 16/2015 estendido pela 14.300). Use a tarifa total da última fatura ('Total a pagar / kWh consumidos') como entrada da calculadora — já inclui tudo.
O solar ainda vale a pena no Brasil em 2026?
Sim — o Brasil tem o melhor custo-benefício solar das Américas. Tarifas residenciais elevadas (R$ 0,90-1,10/kWh com ICMS), HSP excelentes (4,5-5,8 em todo país), preços por watt relativamente baixos (R$ 3,80-4,20/W) e financiamento BNDES/Santander Universidade Verde a 10-15% a.a. produzem payback típico de 4-7 anos mesmo com Fio B 60%. Sistemas comerciais com tarifa branca ou horossazonal verde têm retornos ainda mais rápidos.

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