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Calculadora de geração fotovoltaica

Calculadora gratuita de geração fotovoltaica. Estime a produção diária, mensal e em 25 anos com base na potência, horas de sol pleno e rendimento do sistema.

Calculadora de geração solar

Geração diária
14,98 kWh
Geração mensal
455 kWh
Geração anual
5.466 kWh
Economia ano 1
R$ 5.193
Geração em 25 anos
128.762 kWh
Economia em 25 anos
R$ 264.524

Como usar a calculadora

Seis entradas — a calculadora retorna geração diária, mensal, anual, 25 anos e economia em reais:

  1. Potência do sistema (W) — soma das potências STC. Um sistema de 4 kWp = 4.000 W.
  2. Horas de sol pleno/dia — média regional. Padrão 4,8 = média Sudeste/Centro-Oeste.
  3. Rendimento do sistema (%) — 78 % é o padrão CRESESB para o Brasil.
  4. Idade dos painéis (anos) — 0 para sistema novo.
  5. Tarifa de energia (R$/kWh) — média ANEEL B1 residencial em 2026: R$ 0,95/kWh (com bandeiras + ICMS).
  6. Reajuste anual da tarifa (%) — histórico ANEEL 6–9 %/ano. 6 % como padrão equilibrado.

A fórmula

geração diária (kWh) = potência (W) × horas de sol pleno × rendimento / 1000
geração anual (kWh)  = geração diária × 365
geração 25 anos       = soma 25 anos de geração anual × (1 - degradação)^ano

Exemplo para um sistema 4 kWp em Belo Horizonte:

  • 4.000 W × 5,0 h × 0,78 = 15,6 kWh por dia
  • 15,6 × 30,4 = 474 kWh por mês
  • 15,6 × 365 = 5.694 kWh por ano
  • A R$ 0,95/kWh: R$ 5.409 de economia ano 1
  • 25 anos (0,5 % degradação, 6 % reajuste): aproximadamente R$ 290.000 de economia acumulada

Tabela de geração por potência

A 4,8 horas de sol pleno, 78 % rendimento, sistema novo, R$ 0,95/kWh, 6 % reajuste anual:

PotênciaDia (kWh)Mês (kWh)Ano (kWh)25 anos (kWh)Economia 25 anos
3 kWp11,23414.09296.000R$ 195.000
4 kWp15,04555.456128.000R$ 260.000
5 kWp18,75696.820160.000R$ 325.000
8 kWp30,091110.912256.100R$ 520.000
10 kWp37,41.13813.640320.100R$ 650.000
15 kWp56,21.70820.460480.100R$ 975.000

Escalonamento linear — sistema 15 kWp gera exatamente o triplo de um 5 kWp.

O que muda a geração

Região

Irradiação solar é o fator dominante. Nordeste e Centro-Oeste lideram (1.700–1.850 kWh/kWp); Sudeste (SP, MG, RJ) na média de 1.500–1.650; Sul (PR, SC, RS) com 1.250–1.450. O Atlas Brasileiro de Energia Solar (CEPEL) e o CRESESB são as fontes oficiais.

Orientação e inclinação

Norte com inclinação igual à latitude é a referência brasileira (estamos no Hemisfério Sul). Configuração leste-oeste perde 10–13 %. Sul não é viável (25–30 % de perda). Telhados planos: estrutura inclinada de 10° beneficia o autolimpeza pela chuva. Veja a calculadora de inclinação.

Temperatura

Painéis quentes perdem potência. Brasil, especialmente Norte e Nordeste, sofre com temperaturas de célula extremas (65–75°C). Painéis premium com coeficiente -0,30 %/°C perdem menos que econômicos a -0,40 %/°C — vale 5–8 % a mais de investimento em climas quentes.

Sombreamento

Chaminés, caixa-d’água, prédios vizinhos — um painel sombreado em uma string com inversor central pode custar 30–50 % da geração da string inteira. Otimizadores SolarEdge ou micro-inversores Enphase limitam a perda ao painel sombreado. Em telhados com sombreamento, sempre vale o adicional de 5–8 %.

Sujeira

Poeira, fuligem urbana, polens e dejetos de aves custam 3–5 % anuais em zonas urbanas e áridas (interior do Nordeste, Centro-Oeste). A chuva limpa razoavelmente bem — uma lavagem profissional a cada 2–3 anos é suficiente para a maioria das instalações residenciais. Veja a calculadora de custo de limpeza.

Por que 78 % de rendimento

Sistemas fotovoltaicos brasileiros tipicamente atingem 76–80 % de rendimento de sistema — alinhado com o padrão CRESESB. Componentes:

  • Inversor: 96–98 % nos modelos Fronius, SMA, Growatt, Solis e WEG modernos
  • Cabeamento CC e CA: 2 %
  • Sujeira: 2,5 % média anual (climas tropical e seco)
  • Mismatch e conectores MC4: 2 %
  • LID (degradação induzida pela luz): 1,5 % na vida útil
  • Derating térmico: ~10 % média anual em clima tropical

Produto: ~0,78. Sistemas com otimizadores e inversor superdimensionado: 81 %. Sistemas antigos com inversor central em telhado quente: 73–75 %.

Erros frequentes

  • Usar valores americanos ou europeus: 4,8 h é São Paulo, mas pode ser Florida (3,8 h). Use CRESESB ou Atlas Brasileiro.
  • Ignorar a Lei 14.300: sistemas pós-2023 pagam progressivamente o Fio B. O cálculo de economia precisa descontar essa parcela conforme o ano (já em ~75 % em 2026).
  • Subdimensionar para “casar com o consumo”: o autoconsumo instantâneo vale R$ 0,95/kWh, o crédito SCEE vale R$ 0,75–0,80. Mesmo com a Lei 14.300, é melhor superdimensionar e gerar excedentes do que subdimensionar.
  • Comprar de empresa não certificada: exija INMETRO em módulos e inversores e profissional habilitado pelo CREA. Sem isso, a concessionária recusa a homologação no SCEE.”

Fontes

Perguntas frequentes

Quanta energia gera um sistema de 4 kWp no Brasil por ano?
Cerca de 5.500–7.000 kWh por ano com orientação norte e inclinação igual à latitude. Nordeste (Petrolina, Teresina, Sobral) chega a 1.800 kWh/kWp; Centro-Oeste e interior de SP/MG: 1.500–1.650 kWh/kWp; Sul (Curitiba, Porto Alegre): 1.300–1.450 kWh/kWp. ABSOLAR e ANEEL usam 1.500 kWh/kWp como média nacional. O Atlas Brasileiro de Energia Solar (CEPEL) traz dados precisos por município.
Quais são as horas de sol pleno típicas no Brasil?
Média anual: 4,3–5,5 horas/dia conforme região. Curitiba 4,3 ; São Paulo 4,5 ; Brasília 5,0 ; Salvador 5,3 ; Recife 5,4 ; Petrolina 5,7 ; Teresina 5,8. O Brasil é um dos países com maior recurso solar do mundo — produção por kWp 30–60 % maior que países europeus. CEPEL e CRESESB são as referências oficiais.
Por que meu sistema produz menos que a potência nominal?
STC (1.000 W/m², 25°C) raramente acontece em campo. Temperatura real do módulo no verão paulista chega a 60–70°C (= 14–18 % de perda), inversor perde 3 %, cabeamento 2 %, sujeira 3–4 %, mismatch 2 %. Geração real fica em 75–80 % da nominal. Bate com o fator de desempenho padrão usado pelo CRESESB e em conformidade com a ABNT NBR 5410 e NBR 16690 para instalações fotovoltaicas.
Como o calor brasileiro afeta a geração?
Significativamente. Telhados escuros no Centro-Oeste e Nordeste atingem temperatura de célula de 65–75°C ao meio-dia. Com coeficiente típico de -0,40 %/°C, a perda chega a 16–20 % nesses momentos. Painéis premium (REC Alpha, LG, Q CELLS, LONGi Hi-MO) têm coeficiente -0,30 %/°C ou melhor — 5–7 % a menos de perda térmica. Garantir ventilação atrás dos módulos (gap mínimo de 10 cm) reduz 3–5°C a temperatura de célula.
Qual a tarifa de compensação no Sistema de Compensação de Energia (SCEE)?
Pela Lei 14.300/2022, sistemas conectados após 7 de janeiro de 2023 pagam progressivamente o custo de uso da rede (Fio B). Em 2026, a cobrança chega a ~75 % do Fio B. Para uma tarifa B1 média de R$ 0,95/kWh, o crédito efetivo cai de R$ 0,95 (sistemas antigos) para R$ 0,75–0,80 (novos). Sistemas com até 5 kW residenciais conseguem manter compensação 1:1 em alguns estados via SCEE local. O autoconsumo instantâneo (luz acesa enquanto o sol gera) sempre vale a tarifa cheia.

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