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Calculadora de recarga de veículo elétrico

Calculadora gratuita de recarga de veículo elétrico no Brasil. Estime tempo de carga, kWh consumidos, custo na tarifa B1 ANEEL 2026 e a economia ao carregar a partir do seu sistema fotovoltaico.

Calculadora de recarga de VE

Energia consumida da fonte
50 kWh
Tempo até a carga alvo
6 h 45 min
Custo só pela rede
R$ 43
Custo após autoconsumo solar
R$ 17
Economia pela solar: R$ 26
Tomada padrão (2,2 kW): só emergência.
Wallbox 7,4 kW: carga completa em 9-11 h.
Carregador DC rápido (50-350 kW): 20→80% em 20-45 min.

Como usar esta calculadora

Insira seis valores e a calculadora retorna a energia consumida, o tempo de carga e o custo com e sem autoconsumo solar:

  1. Capacidade da bateria (kWh) — a bateria útil do seu VE. Volumes 2026 no Brasil: BYD Dolphin Mini 38, BYD Dolphin Plus 60, BYD Seal 82, BYD Yuan Plus 60, Volvo EX30 69, Caoa Chery iCar 35, Renault Kwid E-Tech 26, GWM Ora 03 48.
  2. Potência do carregador (kW) — a potência da sua wallbox. Padrão residencial brasileiro: 7,4 kW monofásico (32 A) ou 11 kW bifásico em residências de maior porte. Marcas: WEG WEM, Intelbras EVC, ABB Terra AC, Schneider EVlink, BYD Wallbox, NHS, Volt-Box.
  3. Carga inicial e alvo (%) — diariamente 20→80% para preservar a bateria. Tesla, BYD, Volvo e todos os fabricantes recomendam 80% como teto diário.
  4. Tarifa elétrica por kWh — sua tarifa em R$/kWh. Tarifa Convencional B1 média (com bandeira amarela/vermelha P1, impostos e taxas) abril 2026: ~R$ 0,85. Tarifa Branca fora de ponta (madrugada): R$ 0,55-0,65. Tarifa Branca intermediária: R$ 0,75. Tarifa Branca ponta (18h-21h): R$ 1,30+. Tarifas variam significativamente por concessionária — consulte sua fatura específica.
  5. Parcela coberta pela solar fotovoltaica (%) — fração da energia de carga coberta pelos seus painéis. Com geração distribuída e crédito de energia, é possível atingir 100% no balanço anual mesmo carregando à noite. Em consumo direto (carregando durante o dia), 60-80% é realista.
  6. Eficiência de carga (%) — eficiência do soquete à bateria. Default 90% em clima brasileiro.

Como funciona o cálculo

Balanço energético direto:

energia_bateria (kWh) = capacidade_kwh × (alvo% - inicio%) / 100
energia_rede (kWh)    = energia_bateria / eficiencia
tempo_carga (h)       = energia_rede / potencia_kw
custo_rede (R$)       = energia_rede × tarifa
economia_solar (R$)   = custo_rede × (parcela_solar / 100)
custo_final (R$)      = custo_rede - economia_solar

Exemplo numérico com os padrões brasileiros (75 kWh, 20→80%, 7,4 kW, R$ 0,85/kWh, 60% solar, 90% eficiência):

  • Energia para a bateria = 75 × 0,6 = 45 kWh
  • Energia da rede = 45 / 0,90 = 50 kWh
  • Tempo de carga = 50 / 7,4 = 6,76 h ≈ 6 h 45 min
  • Custo só rede = 50 × R$ 0,85 = R$ 42,50
  • Economia solar = R$ 42,50 × 0,60 = R$ 25,50
  • Custo final = R$ 17,00 por recarga

Para um motorista brasileiro típico fazendo 15.000 km/ano em um VE a 16 kWh/100km, são ~2.400 kWh de carga anual: à tarifa B1 média R$ 2.040/ano; em Tarifa Branca fora de ponta R$ 1.440/ano; com 60% solar à B1 R$ 816/ano. Versus carro flex 9 km/L na gasolina R$ 6,30/L (~R$ 10.500/ano em combustível para 15.000 km), a economia é de R$ 8.500-9.700/ano.

Tipos de carregadores no Brasil — tomada padrão, wallbox, recarga rápida

Tomada padrão (2,2 kW, 10 A): Cabo de emergência fornecido pelo fabricante. Em uma tomada NBR 14136 padrão. Apenas uso emergencial — adiciona ~10 km/h.

Wallbox monofásica 7,4 kW: O padrão residencial brasileiro. Circuito dedicado 40 A, DR tipo A EV. Preços de hardware 2026 (típicos): WEG WEM 8 kW R$ 4.500, Intelbras EVC R$ 4.200, BYD Wallbox R$ 5.500, ABB Terra AC R$ 6.800, Schneider EVlink R$ 7.500.

Wallbox bifásica 11 kW ou trifásica 22 kW: Em residências de maior porte e condomínios.

Recarga rápida DC (50-350 kW): Redes públicas: EZVolt, Tupinambá, Eletrovia, Raízen, Shell Recharge, Tesla Supercharger (chegando ao Brasil). Tarifas 2026: R$ 1,80-2,80/kWh ad-hoc. Uma carga 20-80% em 75 kWh custa R$ 90-140 — versus R$ 27 em casa na Tarifa Branca.

Solar fotovoltaica para recarga de VE no Brasil

O Brasil é um dos melhores países do mundo para a combinação solar+VE devido à alta irradiação. CEPEL/CRESESB e o Atlas Brasileiro de Energia Solar do INPE oferecem estimativas por município: 1.500 kWh/kWp/ano no Sul, 1.700-1.900 no Sudeste e Centro-Oeste, 2.000-2.200 no Nordeste.

A Lei 14.300/2022 alterou a estrutura de compensação: para sistemas instalados após 7/jan/2023, há cobrança gradual do Fio B com escala até 100% em 2029. Mesmo assim, a economia de R$ 0,30-0,50/kWh sobre a tarifa Convencional B1 mantém o investimento atrativo, com payback típico de 4-7 anos no Brasil.

O que altera o cálculo

Reduz o custo (positivo)

  • Tarifa Branca com carga programada na madrugada — 30-50% de economia
  • Wallbox com gestão solar — Volt-Box, NHS e Intelbras EVC oferecem modos de excedente solar
  • Bateria solar (BYD, Pylontech, Growatt) para deslocar geração diurna para carga noturna
  • Geração distribuída em compensação (Lei 14.300/2022) — 1:1 sobre componente energia, Fio B em transição

Aumenta o custo (negativo)

  • Recarga rápida DC como hábito diário — 3-5× o custo doméstico
  • Tarifa Branca em horário de ponta (18h-21h) — pagar R$ 1,30+/kWh é a pior opção
  • Bandeira tarifária vermelha P1/P2 — adicional de R$ 0,04-0,12/kWh sobre a tarifa-base

Combine esta calculadora com a calculadora de geração, a calculadora de economia e a calculadora de custo do sistema

A calculadora de geração fornece o rendimento por município segundo o Atlas Solarimétrico, a de economia traduz em R$ na fatura, e a de custo mostra o preço instalado típico para 4-8 kWp no Brasil.

Fontes

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora para recarregar um carro elétrico em uma wallbox de 7,4 kW?
Em uma wallbox monofásica de 7,4 kW (32 A) — padrão residencial brasileiro — passar de 20% para 80% em uma bateria de 75 kWh (BYD Dolphin Mini, Volvo EX30, BYD Seal, Caoa Chery iCar) leva aproximadamente 6 horas e 45 minutos considerando perdas AC de cerca de 10%. Uma wallbox trifásica de 22 kW reduz o tempo para cerca de 2 horas e 15 minutos, mas exige rede trifásica — comum em residências de classe média/alta no Brasil mas não universal. Marcas: WEG, Intelbras EV, ABB Terra AC, Schneider EVlink, BYD, NHS.
Quanto custa carregar um carro elétrico em casa no Brasil?
À tarifa convencional B1 ANEEL média 2026 (~R$ 0,85/kWh com bandeira tarifária e ICMS), uma carga de 20% a 80% em bateria de 75 kWh custa cerca de R$ 42. Na Tarifa Branca em horário fora de ponta (madrugada), o kWh cai para R$ 0,55-0,65, levando a mesma carga para R$ 27-32. Com sistema fotovoltaico em geração distribuída e Lei 14.300/2022, a tarifa efetiva pelo kWh injetado e compensado fica próxima de zero (apenas o Fio B é cobrado, com transição até 2029).
Vale a pena instalar painéis solares para recarregar o carro elétrico no Brasil?
Sim, fortemente. O Brasil tem uma das melhores irradiações do mundo: 1.500-2.200 kWh/kWp/ano dependendo da região (CEPEL/CRESESB, INPE). Um sistema típico de 5-6 kWp em São Paulo, Belo Horizonte ou Brasília gera 7.500-9.500 kWh/ano, suficiente para 50.000+ km de VE em um carro de 16 kWh/100km. A Lei 14.300/2022 mantém a compensação de excedentes via créditos de energia (1:1 sobre o componente energia, com Fio B sendo cobrado em transição gradual até 2029 para sistemas instalados após 7/jan/2023).
Preciso de instalação monofásica ou trifásica para wallbox no Brasil?
Depende da instalação existente. A maioria das residências brasileiras tem padrão bifásico 220 V (com neutro) ou trifásico 220/127 V. Para wallbox de 7,4 kW (32 A monofásico) é necessária uma fase + neutro com bitola adequada (10 mm² Cu) e disjuntor de 40 A. Para 11 kW ou 22 kW é necessária instalação trifásica. Verifique sua entrada com a concessionária (Enel, CPFL, Light, Cemig, Equatorial, Energisa) — se a categoria de fornecimento for monofásica B1 com demanda inferior a 13,3 kW, talvez seja necessário aumentar para bifásica ou trifásica.
Quais normas se aplicam à instalação de pontos de recarga no Brasil?
A instalação deve seguir a ABNT NBR 5410 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão) e a ABNT NBR 17019 (Instalações elétricas de baixa tensão — Estações de recarga condutiva para veículos elétricos), publicada em 2022. O instalador deve ser eletricista habilitado com ART/RRT e o disjuntor diferencial residual (DR) deve ser tipo A EV ou tipo B com detecção DC. Programas como Procel Selo de eficiência continuam aplicáveis a equipamentos. Algumas concessionárias (Enel SP, CPFL) oferecem tarifas reduzidas para postos de recarga homologados.

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