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Calculadora de Financiamento Solar

Calculadora gratuita de financiamento solar para o Brasil. Estime a parcela mensal, juros totais e cashflow líquido do primeiro ano de uma instalação fotovoltaica financiada com taxas 2026 e Lei 14.300.

Calculadora de financiamento solar

Parcela mensal
R$ 489
Total pago no prazo
R$ 46.922
Juros totais
R$ 24.922
Cashflow líquido mensal (ano 1)
R$ 26
Positivo — solar cobre a parcela
Annual amortisation schedule
YearInterestPrincipalBalance
1R$ 4.730R$ 1.135R$ 20.865
2R$ 4.453R$ 1.412R$ 19.453
3R$ 4.110R$ 1.756R$ 17.697
4R$ 3.682R$ 2.183R$ 15.514
5R$ 3.150R$ 2.715R$ 12.798
6R$ 2.489R$ 3.377R$ 9.422
7R$ 1.666R$ 4.199R$ 5.222
8R$ 643R$ 5.222R$ 0

Como usar a calculadora

Insira quatro valores e a calculadora retorna a parcela mensal, total pago no prazo, juros totais e cashflow líquido mensal do primeiro ano:

  1. Valor financiado — o custo financiado. Padrão R$ 22.000 para um sistema 5 kWp a R$ 4,40/Wp segundo ABSOLAR Anuário 2026 e Portal Solar T1 2026. Sem entrada nas modalidades CDC. Com bateria 5 kWh sobe para R$ 32.000-38.000.
  2. CET / Taxa anual — Solfácil 19,4-26,7% a.a., BV Solar 21-28% a.a., Santander Solar 22-29% a.a., Sicredi PRONAF Eco 15,5-19% a.a. (apenas produtor rural), BNDES Finame 12-15% a.a. (apenas PJ). Padrão 22% a.a. (CET típico fintech residencial).
  3. Prazo — financiamentos solares no Brasil vão de 24 a 120 meses. Padrão 96 meses (8 anos), o mais comum entre Solfácil e BV.
  4. Economia mensal ano 1 — autoconsumo × tarifa B1 ÷ 12 + créditos de excedente compensados. Um sistema 5 kWp no Brasil produz 7.500 kWh/ano (CRESESB-INPE Atlas Brasileiro). Com 30% autoconsumo a R$ 0,95/kWh + 70% excedente compensado a R$ 0,57/kWh (após Fio B 60% em 2026 = 40% do TUSD efetivo) = R$ 178/mês autoconsumo + R$ 250/mês compensação = R$ 515/mês total. Com bateria autoconsumo sobe a 70% mas custos sobem proporcionalmente.

Como funciona o cálculo

Fórmula padrão de financiamento Price (parcela fixa):

parcela_mensal = P × i / (1 - (1 + i)^-n)
onde:
  P = valor financiado (reais)
  i = taxa mensal (decimal — taxa_anual / 12, ou (1+taxa_anual)^(1/12)-1 para CET nominal)
  n = prazo em meses

Exemplo com valores padrão pt-BR (R$ 22.000, 22% a.a., 8 anos / 96 meses):

  • i = 0,22 / 12 = 0,01833 a.m. (aproximação CDC linear)
  • n = 96 meses
  • parcela = 22.000 × 0,01833 / (1 - 1,01833^-96) = R$ 504,58/mês
  • Total pago = 504,58 × 96 = R$ 48.440
  • Juros totais = R$ 48.440 - R$ 22.000 = R$ 26.440

Cashflow líquido = economia mensal - parcela. Com R$ 515/mês de economia: R$ 515 - R$ 505 = +R$ 10/mês positivo no ano 1. Com reajuste tarifário ANEEL anual de 6-9% e Fio B subindo de 60% (2026) para 100% (2029), o cashflow começa positivo mas requer modelagem cuidadosa para anos 2-4 enquanto o Fio B sobe.

Economia por região (referência 2026)

Baseado em ABSOLAR Anuário 2026, INPE-CRESESB Atlas e ANEEL para um sistema 5 kWp financiado R$ 22.000 a 22% a.a. / 8 anos:

Região / ConcessionáriaGeração anualTarifa B1Economia mensalNet vs R$ 505 parcela
Nordeste (CHESF/CELPE)8.500 kWhR$ 0,98/kWhR$ 580+R$ 75
Centro-Oeste (Energisa MT)8.200 kWhR$ 0,92/kWhR$ 525+R$ 20
Sudeste (CPFL Paulista)7.500 kWhR$ 0,95/kWhR$ 495-R$ 10
Sudeste (Light/Cemig)7.200 kWhR$ 1,02/kWhR$ 510+R$ 5
Sudeste (Enel SP)7.300 kWhR$ 0,89/kWhR$ 450-R$ 55
Sul (Copel)7.000 kWhR$ 0,82/kWhR$ 400-R$ 105
Sul (Celesc)6.800 kWhR$ 0,85/kWhR$ 405-R$ 100
Norte (Eletrobras AM)8.000 kWhR$ 0,83/kWhR$ 465-R$ 40

A combinação Lei 14.300 escalonando Fio B + reajuste tarifário ANEEL favorece autoconsumo em detrimento de exportação. Sistemas com bateria ou inversor híbrido tendem a manter economia >R$ 500/mês mesmo após 2029 com Fio B 100%.

Financiamento vs. à vista vs. consórcio — comparativo brasileiro

OpçãoEntradaLíquido 25 anosPaybackIndicado para
À vistaR$ 22.000R$ 80.000-110.000 economia4-5 anosQuem tem capital disponível
Financiamento Solfácil 22% / 8 anosR$ 0R$ 50.000-75.000 economia7-9 anosQuem quer reduzir conta agora
Consórcio 1,4% a.m. / 100 mesesR$ 0R$ 65.000-90.000 economia6-8 anosQuem pode esperar contemplação
BNDES Finem 14% a.a. / 10 anosGarantiaR$ 75.000-100.000 economia5-7 anosApenas PJ ou condomínio
Aluguel solar (Origo, Solfácil Aluguel)R$ 0R$ 8.000-15.000 economian/aQuem não quer comprar

A modalidade aluguel solar (Origo, Helexia) é nova mas crescente — economia menor mas zero responsabilidade técnica. Para residencial proprietário, financiamento direto continua sendo o padrão dominante.

O que muda a economia do financiamento

Melhora

  • Solfácil/BV vs CDC bancário tradicional — taxa 3-5% a.a. menor
  • Bateria + híbrido — protege contra Fio B subindo (mantém autoconsumo no escuro do dia/noite)
  • Sicredi PRONAF Eco para produtor rural — taxa subsidiada 15,5-19% a.a.
  • Convênio CONFAZ 16/2015 garante isenção ICMS em 25/27 estados

Piora

  • Promessa de ‘0% taxa do instalador’ — geralmente embute 8-12% no preço do sistema
  • Conexão na concessionária após 7/1/2023 sujeita a Fio B escalonado da Lei 14.300
  • Falta de homologação INMETRO dos painéis/inversores — perde isenção PIS/COFINS
  • Sistema sem ART CREA — risco de notificação da concessionária e perda da conexão

Combine com a calculadora de payback, a calculadora de custo e a calculadora de ROI

A calculadora de financiamento responde “qual a parcela mensal?”. A calculadora de payback responde “em quanto tempo se paga?”. A calculadora de custo dá o preço bruto de referência. Cote pelo menos três financeiras: uma fintech (Solfácil), um banco grande (BV ou Santander) e uma cooperativa (Sicoob ou Sicredi) antes de fechar.

Fontes

Perguntas frequentes

Qual taxa esperar em um financiamento solar no Brasil em 2026?
No T1 2026, as taxas de financiamento solar no Brasil ficam entre 1,29% ao mês (Sicredi PRONAF Eco para produtor rural, BNDES Finame para PJ) e 2,29% ao mês para CDC pessoa física (BV Financeira Solfácil, Santander Financiamento Solar, Sicoob Energia Solar, Banco do Brasil BB Crédito Solar). Anualizadas: 16,7-31,2% a.a. CET. As fintechs especializadas (Solfácil, Meu Financiamento Solar, Portal Solar Crédito) dominam o mercado residencial entre 1,49-1,99% a.m. (19,4-26,7% a.a.). BNDES Finem para condomínios e empresas tem taxa subsidiada SELIC + 2,5-4% a.a. Ler o CET (Custo Efetivo Total) e não apenas a taxa nominal.
Como funciona a Lei 14.300/2022 (Marco Legal da Geração Distribuída)?
A Lei 14.300/2022, sancionada em 6/1/2022, estabeleceu a tarifação progressiva do Fio B (componente de distribuição da TUSD) para sistemas conectados após 7/1/2023. Cronograma: 15% em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025, 60% em 2026, 75% em 2027, 90% em 2028, 100% a partir de 2029. Sistemas conectados antes de 7/1/2023 mantêm a regra antiga (sem Fio B) até 2045. A Resolução ANEEL 1.000/2021 detalha o procedimento. Para sistemas residenciais ≤75 kW, o impacto é uma redução da economia de 20-25% até 2028. Compensar com aumento do autoconsumo via baterias e gestão de cargas.
Devo financiar com BV/Solfácil ou usar consórcio?
Consórcio (Embracon Solar, Porto Solar, Magalu Energia Solar) é alternativa para quem não tem pressa: parcela equivalente a 1,2-1,8% a.m. CET vs 1,5-2,2% a.m. dos financiamentos. Desvantagem: não recebe o sistema imediatamente — depende de sorteio ou lance. Para 30-40% dos contemplados (lance médio), consórcio bate financiamento. Para os outros 60-70% (sorteio), o tempo de espera (24-48 meses médio) anula a economia tarifária da Lei 14.300. Recomendação: financiamento se pretende reduzir conta de luz nos próximos 12 meses; consórcio se pode esperar 2-3 anos e quer travar o preço atual.
Quais são os incentivos federais e estaduais em 2026?
Federal: isenção de PIS/COFINS sobre o sistema fotovoltaico residencial (Lei 13.169/2015, mantida). Convênio CONFAZ 16/2015 isenta ICMS sobre energia compensada na rede de distribuição em 25 dos 27 estados (PR e SC mantêm cobrança parcial). Imposto de Renda: ganhos de venda de excedentes ≤ R$ 40 mil/ano são isentos para pessoa física. PROCEL Selo de Eficiência Energética em painéis e inversores reduz IPI e ICMS na compra. Estaduais: Minas Gerais ICMS Solidário, São Paulo SP Solar (linha de crédito Desenvolve SP), Rio de Janeiro RJ Energia (Banco BRB), Bahia Bahia Solar (Desenbahia).
Os juros do financiamento solar são dedutíveis no Imposto de Renda?
Para pessoa física residencial: não. A Receita Federal não permite a dedução de juros de empréstimos pessoais ou CDC do Imposto de Renda. Para imóvel alugado: sim — os juros são despesa dedutível do rendimento de aluguel (Livro Caixa). Para pessoa jurídica: integralmente dedutíveis como despesa financeira no Lucro Real, mais depreciação acelerada do ativo (Lei 11.196/2005 e IN RFB 1.700/2017). A compensação econômica para residencial vem via: economia de conta de luz, isenção de ICMS na compensação (Convênio 16/2015), isenção PIS/COFINS, e isenção IR sobre venda de excedentes.

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